Técnicas básicas no Aconselhamento Psicoterapêutico:

 

A audição activa que é ouvir como um todo e em vários níveis, ou seja: com o eu, com os olhos, com a atenção focada e com o coração: ouvir as palavras, as frases feitas, a entoação, os sentimentos por detrás das palavras, os gestos, as expressões e a linguagem corporal.



Ao construir a relação com empatia que é (a habilidade ou sensibilidade de ver o mundo do cliente na perspectiva do próprio cliente e comunicar essa visão com precisão) temos:



O contacto visual que é o espelho da alma.



As perguntas abertas que servem para seguir em frente e continuar a desenvolver a conversação: clarificar, explorar, compreender e avaliar sentimentos.



O encorajamento mínimo que são gestos tais como acenar a cabeça, assim como fazer alguns sons tipo: mmm, a-ha, sim, etc.



Parafrasear que é comunicar o significado e a compreensão do que o cliente acaba de dizer, para minimizar distorções, comunicar respeito e construir confiança.



Reflectir sentimentos que é demonstrar que estamos a perceber, o que o cliente está a sentir e porque está a sentir-se assim, para aceitação e compreensão do mundo sentimental do cliente, para clarificar, preparar compreensão profunda e construir a relação.



O sumário que é um resumo das preocupações e sentimentos do cliente na perspectiva do cliente. Para ter a certeza que o cliente quando está bloqueado, confuso ou com demasiada informação, compreende a complexidade dos problemas. Isto, para que o cliente escolha o tema mais importante a ser explorado. O sumário é sempre necessário no fim de uma sessão com o objectivo da próxima.



O silêncio que é de ouro para o cliente desabafar, processar ou reflectir.



Immediacy que é reconhecer o que se passa aqui e agora e onde o conselheiro revela os seus sentimentos, para que venha ao de cima, o que se está a passar no momento presente.



A auto-revelação que é o conselheiro usar uma pequena e breve identificação pessoal de uma situação específica, para ajudar o cliente a ver mais claramente.



O desafio que é uma prenda e não um ataque, onde o conselheiro desafia mitos, crenças e preconceitos, corrige informação errada, desafia distorções e projecções, a discrepância entre a forma como vemos o cliente e ele se vê a si mesmo, o que ele diz e faz, a visão dele mesmo e dos outros, como ele é e como ele quer ser, atitudes e padrões de pensamento, comportamento viciosos e de auto derrota, jogos, desculpas, complacência, racionalizações, procrastinação, etc. Tudo isto para trazermos ao de cima forças interiores não usadas, para encorajar a acção, para ajudar o cliente a encontrar recursos para lidar com os seus problemas e auto desafiar-se.



A fenomenologia que é observar e descrever sem teorias, preconceitos ou explicações, para percebermos e interpretarmos o mundo interior da existência humana.



      (Nas suas diversas fontes, (a Fenomenologia é a visão Humanística da Personalidade, e as abordagens "Centrada na Pessoa" e "Gestalt" aparecem por baixo deste título. A perspectiva humanística/fenomenológica é a forma de cada pessoa perceber e interpretar o mundo como única).